sábado, 10 de julho de 2010

Verdadeiro avivamento


Deus tem me incomodando à viver um avivamento completo. Deus quando nos escolheu para servi-lo, Ele nos chamou por inteiro, Ele não quis que O adorássemos somente uma vez por semana, Cristo quis discípulos que caminhassem com Ele, que amavam e se envolviam por completo na obra. Deus quis discípulos que não se prendiam ao exterior, porque pra Jesus sempre importou o coração. Ele quis que quebrássemos os impedimentos impostos pelo nosso pecado e vivêssemos uma vida longe das acusações do inimigo a partir do momento que nos arrependêssemos.


A essência de Deus tem se perdido através de palavras que amaldiçoam, dos olhares que recriminam, das mãos que só servem pra exaltação de si mesmos. O amor pela obra, o amor pelas vidas tem se tornado segundo, até mesmo terceiro plano dentro das nossas igrejas (nós). A vontade de trazer a glória para si,tem limitado o avivamento por inteiro dentro de nós.


Enchemos-nos de nós mesmos para julgar e condenar “irmãos” que erram, como se não errássemos nunca, ou como se pecado pudesse ser medido ou escondido. Deus se alegra muito mais de vidas que reconhecem que erraram e assumem isso, mas com disposição e vontade de ser transformado pelo Espírito Santo, do que daqueles que se escondem através de roupas “santas”, palavras bonitas e cargos na liderança da igreja.


Espero que sejamos realmente um no amor do Senhor. Eu sonho com uma igreja que não se limite ao prédio, mas se baseie no amor de Deus, uma igreja que sonhe junto, ore, chore, sorria junto, na verdadeira comunhão imposta por Cristo, na sua maneira de viver, porque dEle procede todo o sentimento bom, então que sejamos a bondade de Deus aqui na terra.


Larissa F. Couto

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Além das aparências


“Deus não espera que sejamos perfeitos, mas extremamente sinceros.”
Faz alguns dias que li essa frase, achei muito interessante e, principalmente, bastante aplicável na nossa “igreja”. Hoje em dia temos nos preocupado no que iremos mostrar aos de fora, na imagem que passaremos através das nossas atitudes, e acho certíssima essa preocupação, mas não acho certo isto vir acima daquilo que está dentro de nós. Mais importante do que vou passar através das minhas atitudes é o que se passa dentro de mim, quando estou sozinha.

Esconder meus erros através do levantar de mão na hora do louvor, no número de vezes que vou aos cultos e programações na igreja, não mudarão o meu coração. Cristo não quer que sejamos como Adão que se escondeu de Deus quando percebeu que tinha errado, Ele conhece o nosso coração, sabe quando erramos, ainda que tentemos disfarçar ou acobertar nossos erros.

Temos vendido a idéia de pessoas extremamente perfeitas e deixado de lado corações realmente sinceros, porque por algum motivo as prioridades mudaram. Hoje as pessoas se preocupam com a palavra que será usada para que não haja falha, se preocupam com as roupas que você usa. Mas Jesus nunca se preocupou com isso, Ele se preocupou em amar, perdoar, viver verdadeiramente, Ele teve compaixão e foi na casa de Zaqueu, um cobrador de impostos desonesto, Ele não julgou a prostituta, Ele foi justo e não aceitou orações e atitudes
que engrandeciam a si mesmo disfarçadas de louvores à Deus, Jesus recriminou os corações de aparências, porque Ele queria corações inteiros, que reconheciam a grandeza de Deus tanto por dentro quanto por fora. Corações que entendiam a soberania de Deus e se prostravam realmente em adoração, Jesus gostou da atitude de Maria que se acentou aos pés dEle para ouvi-lO e aprender tudo que podia, já Marta se preocupou com a casa, em estar tudo no seu devido lugar, quando no entanto ela não estava no lugar que deveria estar, Deus não quer uma casa bonita, Ele quer um coração disposto a aprender.

Jesus espera que tenhamos um coração como o de Davi, arrependido, humilhado, longe das aparências de perfeição, mas quebrantado pelo Espírito Santo. Ele espera que tenhamos uma vida em constante adoração, porque somos o culto de Deus e a igreja de Cristo aqui, somos chamados “cristinhos” por vivermos não uma vida sem erros, mas uma vida que reconhece o pecado e busca se libertar dele. Precisamos nos desprender da carne e nos apegar ao espírito, nos preocupar com choros, sorrisos, palavras, gestos e sentimentos que alimentem o amor de Deus, e
esquecer se estamos aparentando santidade, porque ser santo vai muito além de aparência, ser santo contagia, separa não porque escolheu se separar, mas porque a beleza de Deus é muito maior do que qualquer adoração e levantar de mão forçada.
Larissa F. Couto