sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Quem você é?



Quem você é? Constantemente faço essa pergunta para mim mesma, dificilmente tenho uma resposta certa e igual em todas elas. Agora eu te pergunto, quando você não é esposa, não é a profissional, quando não é mãe, filha, irmã, quando você não é aquilo que faz na igreja, o que sobra?

Tenho descoberto que mais importante do que as folhas são as raízes. No decorrer do ano/vida as folhas nem sempre estiveram/estão verdes, fixadas ao galho e gerando frutos. A vida é feita de estações e quando o inverno chegar, são as raízes que te firmarão em meio aos ventos fortes e temporais, porém raramente nos preocupamos de fato com elas.

A manutenção de quem nós somos é mais profunda do que está exposto. Existe algo mais importante por trás daquilo que você faz e do lugar que você ocupa, existe algo mais profundo que precisa ser resgatado e redefinido. Sua IDENTIDADE. Sem todos os adicionais que “ser alguém” traz. VOCÊ. Sem corresponder ao que esperam, sem cumprir obrigações, necessidades, sem expectativas.

Muitas vezes o contexto não te permite ser você mesma, fazer o que realmente gosta, não fazer o que incomoda. Talvez, em meio a tantas demandas, você nem saiba quem é quando não está exercendo alguma de suas funções (mãe, esposa, filha, profissional). A necessidade de fazer o que precisa ser feito, muitas vezes rouba a essência do propósito, o “realizar” sem estar alinhado com o desejo de trazer glória e graça através da SUA vida, de quem VOCÊ É de fato, te impedem de ouvir dEle quais as perspectivas que Ele tem a seu respeito em cada área da sua vida.

A rotina, o pecado, as dores, frustrações, as expectativas em lugares errados roubam a nossa personalidade original. Somos essencialmente filhos, peregrinos e noivas, mas temos permitido que circunstancias distorçam a nossa visão de nós mesmos pela valorização de tudo que não produz verdade.

A nossa capacidade em criar ídolos deturpa a essência da nossa identidade em Cristo, através de discursos que inflam o ego através de palavras que engrandecem o poder feminino independente de Cristo ou a facilidade de não tratarmos com responsabilidade e empenho as coisas “secundárias” por sermos peregrinos neste mundo.

Não saber quem realmente você é ou se enxergar de forma equivocada impede que você seja por inteiro, distorce a forma de olhar o outro e à Deus. Os seus erros e pecados não definem sua identidade, as suas decepções, alegrias e conquistas também não. A sua identidade é redefinida pelo sangue de Jesus que torna nova todas as coisas, restabelece através de uma nova ótica a forma de viver, de se entregar e se aceitar. Sem narcisismo, sem alimentar o “eu” ou desmerece-lo. Cristo é o único capaz de coloca-la exatamente onde você deve estar, te trazer a essência de ser filha, regenerada. A entrega e a intimidade com Deus levam à uma revelação de quem você é. A medida que você caminha em direção à Ele, a sua identidade é restituída, reafirmada e se torna evidente.

Somente nEle você vai descobrir quem realmente é. Livre dos estereótipos, dos cargos, das marcas. Você foi criada de forma maravilhosa para cumprir um proposito único, os olhos dEle te enxergaram antes mesmo de você existir, Ele conhece as palavras ainda não ditas pela sua boca e ainda assim Ele insiste em te usar, em te amar.


Há algo de extraordinário em ser você, simplesmente por ter sido gerada no coração de Deus. O criador e sustentador do universo, também segura o teu coração. A voz que criou o mundo, sussurra todos os dias o quão amada você é, não para alimentar um amor centralizado em você, mas nEle, porque Ele é exatamente isto que Ele é, amor.

O caminho para retornar a origem da sua personalidade está em Cristo, é nEle que o processo acontece. É através dEle que os sentimentos e desejos legítimos são filtrados. A descoberta da identidade é uma longa jornada, nem sempre fácil, um pouco dolorida, mas libertadora e de cura. Ouse se descobrir no Senhor, ouse ser inteira! Minha oração é para que em meio à uma realidade de incertezas possamos nos tornar cada vez mais certas de quem somos nEle, em meio à superficialidade  e as demandas da vida possamos ser inegociáveis com as verdades que definem quem somos e porque somos. Que sejamos filhas que sabem o seu valor e por isso se colocam de forma efetiva no meio onde vivem.

Larissa F. Couto

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

ESPOSA. De onde vem o seu poder?



A família faz parte do projeto do Senhor para a humanidade (Gn 2:18) – falei sobre isto no texto anterior – porém, não somos preparadas para ocuparmos o papel de esposa, não somos ensinadas à sermos virtuosas a fim de edificarmos nossa casa de forma prática. Existe uma enorme responsabilidade em ser esposa e a maioria das mulheres desconsideram a necessidade de se preparar de forma espiritual, se atentando apenas para as atividades domesticas ou/e a carreira profissional.

Desconstruir a ideia de independência, não por incapacidade, mas pela capacidade de perceber a necessidade de romper o egoísmo e dividir sonhos, planos, dinheiro e até a cama foi um dos maiores desafios do casamento.

Tenho me forçado incansavelmente para descobrir o meu papel como esposa, conhecer o poder que há em saber o meu lugar e ocupa-lo em todas as suas esferas. Me tornar notável não pelo que o mundo vê, mas pelo que produz frutos Eternos, por cumprir com aquilo que fui criada. A busca incansável pela notoriedade através daquilo que é desnecessário e inútil, torna a caminhada cada vez mais fútil e frustrada.

Fomos criadas para sermos virtuosas, esta palavra significa “força, capacidade, coragem e dignidade”, logo, não somos preteridas, muito menos incapazes. Existe algo sobrenatural quando mulheres assumem seus papeis na família, quando entendem que o seu valor não vem do sexo, do trabalho ou dos filhos, mas em se tornar submissa à vontade dEle, quando a ideia de submissão deixa de diminuí-la e passa a trazer dignidade ao seu coração e que ser auxiliadora do seu marido a coloca na nobre posição de ser como Deus é para o seu povo (Sl 54:4).

A condição de auxiliadora capacita a mulher a trazer crescimento ou arruinar a sua família na mesma proporção e força. O Espirito Santo é o manancial de virtudes que corre dentro de nós, é por meio de um relacionamento diário e intenso que permitimos que estas virtudes sejam evidenciadas no lugar das nossas falhas, é através do temor ao Senhor que nos tornamos sábias, aptas à edificarmos nossa casa.  

A virtude da mulher de Provérbios vem de uma vida de devoção, entrega genuína do coração, da mente e do tempo. Ela não tem preguiça, Deus é o seu folego, o seu sustentador, ela consegue cuidar da casa, dos filhos, ser atenciosa e cuidadosa com o seu marido, os negócios (carreira) sem negligenciar o primordial, seu relacionamento com Deus, por entender que a partir dEle que todas as outras coisas são geradas.

Você será uma mulher virtuosa quando Deus for o centro de tudo, quando reconhecer que a beleza emana de um coração piedoso e que a sua força vem quando você está fraca. Quando você entender que todo seu potencial só se tornará eternamente frutífero se colocados à disposição do Senhor. Ser esposa, mãe e profissional com excelência só é possível se Ele for o auxiliador do coração. A vulnerabilidade da mulher vem quando ela deixa de priorizar a palavra de Deus e decide caminhar segundo a sua capacidade e desejos.



Larissa F. Couto

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Lugar de mulher...e homem também



Não é sobre o Feminismo. Não é sobre o machismo. É sobre o pecado do egoísmo, da humanidade centralizada na humanidade, não como um todo, mas em sí, cada um em seus direitos, nas suas verdades e suas realizações.

Ser cristão é viver por algo maior que você mesma, é mais do que o individualismo de movimentos que buscam saciar seu próprio senso de justiça e interesses. Ser cristão é viver pelo Reino, em favor do próximo, é lutar por igualdade por entender que Deus nos fez iguais e que as diferenças são reflexo de Sua criatividade e sabedoria em desenvolver o encaixe perfeito familiar e social. Ser cristão é ter o coração movido pela justiça de Deus, que se importa com os mais fracos, os oprimidos (Mt 11:28), não faz distinção de ninguém (Tg 2:1-13).

Não é o sexo que nos torna mais importantes, nunca foi. Toda a opressão vivida por mulheres nos séculos passados não tem relação com a forma de Deus as ver, mas sim com o coração pecaminoso e perverso da humanidade, que tem habilidade de transformar benção em maldição, o perfeito em imperfeito. Todas as vezes que a sociedade permitiu ser transformada pelo evangelho a dignidade da mulher e da família foi restaurada.

Em uma sociedade em que a maioria não sabe qual é o seu lugar e quem de fato é, vive em busca de aceitação, seja por imposição ou conquista, ambas insaciáveis, se guardar para descobrir o seu lugar no Regente da humanidade além de ser sensato, é corajoso. Remar contra a maré da mídia doente, da sociedade perdida em seus próprios desejos doentios e vazios. Viver por algo maior é revolucionário e libertador.

Deus tem um propósito único para a família, existe um poder sobrenatural nesta união, é através dela que somos expostos à nós mesmos e ao outro em suas piores versões, é por meio dela que somos desafiados a rompermos o ego, construir junto de outra pessoa, que por mais semelhanças que hajam, sonham e pensam diferente. É através da família que somos estimulados a apresentar à sociedade corrompida o poder de abrir mão dos seus próprios interesses em prol do outro, e por meio de Cristo aprendemos a fazer isto sem anulação de quem somos.

Não é pecado a mulher trabalhar e se destacar, pecado é quando isto domina seu coração no lugar de Cristo, quando obter isto é mais importante que construir uma família, pois é reflexo da vaidade seja profissional ou material. Não é porque é socialmente mais aceito que o homem abra mão de formar uma família ou se dedicar a ela por priorizar suas próprias realizações que não é pecado. Lembre-se: a sociedade é corrompida.

Sim, podemos fazer aquilo que queremos, fomos criadas potencialmente capaz de sermos o que quisermos ser, se descobrir no Criador é a forma mais inteligente gerar a nossa melhor versão. Lúcifer foi criado para ser anjo de luz, mas escolheu ocupar um lugar que não era dele. Temos habilidades únicas, que se usadas da forma correta tem poder para transformar uma sociedade e por isso esta identidade tem sido tão atacada ultimamente, quando não sabemos distinguir a verdade, as mentiras tomam este lugar, nos iludem por serem exatamente o que o nosso coração enganoso deseja ouvir.

Tome cuidado com quais "verdades" norteiam quem você é. Tome cuidado para não querer ocupar um lugar que não é seu. Descubra nEle a melhor parte de você, seja a sua melhor versão em Deus. Deus nos criou de forma única, para exercermos um papel singular e precisamos descobrir nEle como ocupar este papel na sua totalidade, trazendo valor ao que tem valor, deixando que apenas o Espirito Santo permeie nossa mente, elevando nosso padrão de fé e prática, devolvendo a dignidade que o pecado roubou.

Larissa F. Couto